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Blog À Trois

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10 coisas que deves saber antes de viajares para a Índia

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Quem acompanha o Instagram do blog - @blog_a_trois - sabe que estive duas semanas de férias na Índia.

 

Antes de ir, li muito - muuuito mesmo - sobre esse outro planeta que é a Índia e tenho a certeza que foi fundamental para que tudo corresse bem. Umas coisas verificaram-se, outras nem tanto, mas é inegável a importância de aprender com as experiências de outras pessoas. Por isso, senti que devia também eu partilhar um pouco das minhas aventuras.

 

Muita gente me pergunta se gostei, se cheira mal, se é difícil, se vale a pena. Responderia que sim a todas as perguntas. A Índia confronta-nos com uma sociedade organizada de uma forma totalmente diferente da que conhecemos, obriga-nos a sair da nossa caixinha e a repensar os nossos valores. Só por isto, já valeria a pena. Mas depois há mais. Muito mais. 

 

Para começar esta série de posts sobre a Incredible India, deixo-vos 10 dicas que considero fundamentais para terem a melhor experiência de viagem possível.

 

#1 Roupa adequada

Pesquisei muuuito sobre este assunto antes de ir e vi de tudo: quem fizesse o drama e aconselhasse um modelito quase burca, e quem desdramatizasse completamente. Da minha experiência, o cuidado com a roupa é importante sim. Não vai impedir que todos os olhares se colem ao nosso corpo - não vai mesmo - mas vai fazer-nos sentir confortáveis e adequadas. Eu usei sempre roupa a tapar os ombros e as pernas, apesar do calor de mais de 40 graus. Como dizem os velhos sábios: o que tapa o frio, também tapa o calor! Aliás, os próprios indianos andam de camisa e calça comprida sempre.

 

#2 Bilhetes de comboio da cota turística

Claro que o ideal é comprar os bilhetes com antecedência e online (usei o Cleartrip), mas quando já não vamos a tempo e está tudo esgotado ou queremos deixar o percurso em aberto, a cota turística salva-nos! Fui de Portugal apenas com duas viagens compradas e a morrer de medo de não conseguir fazer as restantes (as filas de espera online eram enooormes!), mas consegui comprar na estação, dois ou três dias antes, sem grandes problemas. É só dirigirem-se à estação, levarem o passaporte e perguntarem pelos bilhetes da cota turística. Preenchem um formulário, escolhem a classe (muita atenção aqui!) e boa viagem!

 

#3 Uber

Há muitas cidades na Índia onde a Uber opera. O serviço não está ao nível europeu, mas os preços são RIDICULAMENTE baratos. Esqueçam qualquer bom negócio com tuk-tuk ou táxi, ainda assim na Uber será mais barato e menos cansativo. 

 

#4 Internet

Isto da Uber leva-me ao ponto da Internet móvel. Pois que seria um sonho chegar à estação de comboio, chamar um Uber e seguir para o hotel, SE houvesse Internet para chamar o dito. Em quase todos os lugares há uma rede "aberta", mas para aceder a ela, é preciso um número de telefone indiano para onde será enviado um SMS com o código que permite aceder à rede. Sem número indiano, não há Internet para ninguém! Acho que vale MUITO a pena comprar um cartão indiano, não só por esta questão, mas por todas as outras onde a Internet é uma mão na roda.

 

#5 Documentos de embarque

Na Índia, o controlo de entrada e saída nos aeroportos é super apertado. Se não têm cartão de embarque não entram no edifício sequer. Por isso, não se esqueçam de levar o bilhete no telemóvel ou em papel. Se só vão fazer lá o check-in, terão de mostrar o e-mail, e como não há Internet para vocês (número indiano, lembram-se?), terão de levar a página carregada.

 

#6 Hotel confortável

A Índia, como diz o próprio slogan, é mesmo um lugar incrível. É importante, contudo, estar ciente de que na Índia o bom é mesmo muito bom - e há muuuita coisa que nos vai maravilhar e deixar de boca aberta -, mas também que o mau consegue ser beeem mau. Coisas como o calor, o lixo, o cheiro, os animais e o trânsito caótico podem tornar a experiência um pouco stressante. Para mim, foi muito importante ter um sítio confortável para onde voltar, longe do barulho e da confusão.

 

#7 O tal do picante

Li muita coisa sobre a comida insuportavelmente picante e de como eles não entendiam o nosso "no spicy", mas a minha experiência mostrou-me exatamente o contrário. Não achei a comida assim tãaao picante e, quando pedi para não colocarem, respeitaram o pedido. Ah, e um lassi a acompanhar dá sempre uma ajudinha, por isso, não tenham medo da comida indiana, experimentem!

 

#8 Negociar preços e detalhes

Que na Índia é preciso negociar todos os valores até à exaustão, isso já sabemos. O que por vezes no passa ao lado são os detalhes, que podem fazer toda a diferença depois. Dou-vos o meu exemplo: negociámos uma viagem de carro. Ótimo, conseguimos o horário e o preço que pretendíamos, tudo perfeito. Quando chegou a hora, o carro era podre e não tinha as condições que considerávamos mínimas para fazer a viagem. Por isso, na hora de negociar, não esqueçam nenhum detalhe!

 

#9 Guia turístico

Cada pessoa tem a sua forma de viajar, e a nossa é sempre muito pela auto-descoberta, vulgo desenrascarmo-nos sozinhos. Contudo, na Índia senti a necessidade de ter um guia em algumas situações, nomeadamente nas chamadas Old city de cidades como Varanasi e Jodpur. Estes guias, preferencialmente locais, não são caros e trazem uma riqueza imensa à viagem: não só explicam de uma forma muito pessoal as tradições e costumes, como nos levam a locais que não conseguiríamos encontrar ou não teríamos acesso (a maioria por serem privados) se estivéssemos sozinhos. Por outro lado, em cidades como Agra e Dehli, por exemplo, achei totalmente dispensável. Ah, claro que ele vai tentar levar-vos a uma lojinha caça turista. Resistam o mais possível! Mas, se entretanto criaram uma ligação com ele e for difícil bater o pé, entrem, dêem uma volta e saiam sem comprar nada! Ali, dificilmente farão bons negócios.

 

#10 Modo múmia ativado

A Índia é uma grande teia comercial, onde os turistas são encarados com presas, carregadinhas de dinheiro. Não é uma imagem bonita, mas é a verdade.

Além disso, os indianos são bem fantasiosos e muito criativos. Não estranhem se alguém vos tentar convencer de que o monumento x está fechado ou que o vosso hotel inundou! Depois, com a maior simpatia do mundo, vão oferecer-se para vos encontrar uma ótima solução - ótima para eles claro, que vão ganhar uma comissão. 

Regra geral, não aceitar ajuda nunca! Mesmo o gesto, aparentemente, mais inocente pressupõe um pagamento posterior. No início sentiamo-nos super mal de andarmos na rua e não respondermos às solicitações das pessoas, mas depois percebemos que o mínimo cruzar de olhares faria com quem não nos largassem mais! 

 

Estas são algumas coisas que fui anotando ao longo da viagem. Algumas vão ao encontro do que li, outras nem por isso, mas tenho a certeza que todas serão úteis!

 

A viagem continua.

 

Beijinhos